"Quanto devo cobrar pela minha mentoria?"
Essa pergunta paralisa mais profissionais do que qualquer outra. E a maioria erra pelo mesmo lado: cobra pouco demais.
Cobrar barato não atrai mais clientes. Atrai clientes piores. E impede que você construa um negócio sustentável.
O princípio: preço reflete transformação
Você não vende horas. Vende resultado. Vende transformação. O preço deve refletir o valor dessa transformação, não o tempo que leva.
Exemplo:
- Você ajuda um mentor a sair de R$5k/mês pra R$15k/mês
- A transformação vale R$10k/mês a mais (R$120k/ano)
- Cobrar R$2.000-5.000 por isso é barato — o ROI pra o cliente é de 24-60x
Quando a conta faz sentido pro cliente, o preço não é objeção.
A matemática do negócio enxuto
Quanto você quer faturar por mês? R$20.000?
| Preço da oferta | Vendas necessárias |
|---|---|
| R$500 | 40 por mês |
| R$1.000 | 20 por mês |
| R$2.000 | 10 por mês |
| R$5.000 | 4 por mês |
| R$10.000 | 2 por mês |
Com oferta de R$500, precisa de 40 vendas. Com lista de 1.000 inscritos, é possível — mas exige volume.
Com oferta de R$5.000, precisa de 4 vendas. Com lista de 500 inscritos engajados, é totalmente viável.
Quanto maior o preço, menos vendas precisa. Menos vendas = menos estresse, menos operação, mais tempo pra atender bem.
Como definir seu preço
1. Calcule o valor da transformação
O que muda na vida/negócio do cliente após trabalhar com você? Quanto isso vale em dinheiro (ou economia de tempo, ou redução de dor)?
Seu preço deveria ser 5-20% do valor da transformação. Se a transformação vale R$50k, cobrar R$5.000 é mais que justo.
2. Defina quantos clientes quer atender
Se quer 10 clientes por mês no máximo: R$20.000 ÷ 10 = R$2.000 por cliente.
Se quer 5: R$20.000 ÷ 5 = R$4.000 por cliente.
Quanto menos clientes, maior o preço, melhor o atendimento.
3. Comece e ajuste
Não existe preço perfeito na teoria. Existe o que o mercado aceita na prática. Comece com um preço que faz sentido pra você, teste, e ajuste baseado na resposta.
Se todo mundo compra sem hesitar → está barato. Suba. Se ninguém compra → pode estar caro, mas primeiro verifique se a oferta é clara e a lista é qualificada.
Como o preço afeta o email marketing
Oferta de alto valor precisa de mais relacionamento
Se sua oferta custa R$5.000, a pessoa precisa de mais confiança antes de comprar. É por isso que email diário funciona tão bem: 30-60 dias de emails constroem confiança suficiente pra high ticket.
Oferta barata precisa de mais volume
Se cobra R$200, precisa de muito mais vendas. O email diário gera esse volume — mas a lista precisa ser maior.
O preço filtra a lista
Quando você anuncia o preço nos emails, as pessoas que ficam são as que podem pagar. As que saem não eram seu público. É filtro natural.
Os erros comuns
Cobrar por hora
"R$150/hora de consultoria." O problema: o cliente paga pelo tempo, não pelo resultado. E você tem um teto (não pode trabalhar mais que X horas).
Cobre por resultado/projeto/programa. "R$3.000 por 12 semanas de mentoria" é melhor pra você e pro cliente.
Copiar o preço dos outros
O preço dos outros reflete o valor que eles entregam, o público que atendem e o posicionamento que têm. Nada disso é igual ao seu.
Defina SEU preço baseado na SUA transformação e no SEU negócio.
Dar desconto por insegurança
"Mas e se achar caro?" Se o preço reflete a transformação e o cliente é qualificado, o preço está justo. Dar desconto comunica: "nem eu acredito que vale isso."
Precificação + Email = Negócio enxuto
O modelo que funciona pra profissionais solo:
- Oferta de R$2.000-5.000 (mentoria, consultoria, programa)
- 15-20 clientes por trimestre (capacidade real)
- Lista de 300-1.000 inscritos (engajados, recebendo email diário)
- 3-5 vendas por mês (vindo do email)
Faturamento: R$6.000-25.000/mês. Com lista pequena. Sem equipe. Sem ads. Sem complicação.
O preço certo + email diário + oferta presente = negócio lucrativo com menos de 25 clientes.